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Antes de contratar

Quanto custa um site em 2026?

As faixas que se pratica no Brasil, os seis fatores que de fato mexem no número e o custo anual que quase todo orçamento esquece de mencionar.

Por Saimon Passaura · · 9 min de leitura

Essa é a primeira pergunta de praticamente toda conversa que eu tenho. E a resposta honesta — depende — é inútil sozinha. Então vamos fazer diferente: eu mostro as faixas que se pratica, explico o que empurra um orçamento de uma faixa para a outra, e no fim você consegue estimar sozinho em qual delas o seu caso cai.

Um aviso de partida: os números abaixo são o que eu vejo no mercado brasileiro em conversas, propostas concorrentes e projetos que passaram por mim. Não é pesquisa de instituto. É observação de quem trabalha nisso e não tem interesse nenhum em inflar nem em rebaixar o número.

As faixas praticadas no Brasil

Faixas de investimento inicial para criação de site, Brasil, 2026.
Faixa O que costuma vir Para quem faz sentido
RR$ nbsp;800 a RR$ nbsp;2.500 Tema pronto adaptado, uma a cinco páginas, texto escrito por você, imagens de banco. Quem precisa existir na internet hoje e vai revisar tudo daqui a um ano.
RR$ nbsp;2.500 a RR$ nbsp;8.000 Layout exclusivo, cinco a dez páginas, WhatsApp e formulário, SEO técnico feito, publicação e entrega dos acessos. A maioria absoluta das empresas de serviço, comércio e indústria pequena.
RR$ nbsp;8.000 a RR$ nbsp;25.000 Site grande, catálogo com busca, mais de um idioma, integrações, redação profissional e fotografia própria. Indústria que exporta, empresa com muitos produtos, grupo com várias marcas.
Acima de RR$ nbsp;25.000 Deixou de ser site. É sistema: área logada, painel, regra de negócio, banco de dados. Quem vai operar a empresa dentro da ferramenta, não apenas divulgá-la.

A faixa do meio é onde cai quase todo mundo que me procura. E é uma faixa larga de propósito: um site de cinco páginas para uma clínica e um site de cinco páginas para uma indústria de pré-moldados não custam a mesma coisa, porque o trabalho de entender o negócio e escrever sobre ele não é o mesmo.

Um exemplo real de escala

Quando fiz os dois sites do Grupo KUCMAQ, uma indústria de máquinas para frigoríficos, o que pesou não foi o desenho das páginas: foram mais de 120 equipamentos catalogados, com busca instantânea, e cada palavra em português, inglês e espanhol. O mesmo layout com dez produtos e um idioma seria outro projeto e outro orçamento.

Por que quase ninguém publica tabela de preço

Você já deve ter reparado que é difícil achar preço fechado em site de quem faz site. Existem dois motivos, e só um deles é legítimo.

O motivo ruim é a tática de esconder o número para forçar você a entrar num funil de contato e receber uma abordagem de vendas. Isso existe e é chato.

O motivo legítimo é que a mesma frase descreve trabalhos radicalmente diferentes. "Quero um site de cinco páginas" pode significar cinco páginas de texto já escrito e revisado, que eu só preciso montar, ou cinco páginas em que eu vou entrevistar você, entender o que a empresa faz, escrever do zero, decidir a ordem dos argumentos e conseguir as imagens. O primeiro caso é uma semana. O segundo é um mês.

Publicar "site a partir de RR$ nbsp;1.500" nesse cenário serve só para uma coisa: gerar uma conversa que termina em constrangimento quando a proposta real chega. Prefiro perguntar antes e mandar o número fechado, que é a etapa 1 de como eu trabalho.

Os seis fatores que mexem no número

1. Quantidade de páginas — e de páginas diferentes

Dez páginas de produto que seguem o mesmo molde custam pouco mais do que uma. Três páginas com estruturas diferentes entre si custam três vezes. O que dá trabalho é desenhar um modelo novo, não repeti-lo.

2. Quem escreve o texto

Esse é o fator mais subestimado de todos. Se você entrega o texto pronto, o orçamento cai. Se eu preciso extrair de você o que a empresa faz e transformar em argumento, isso é um serviço à parte, e é o que separa um site que informa de um site que convence. Vale a pena ler como estruturar a página inicial antes de decidir escrever você mesmo.

3. De onde vêm as imagens

Banco de imagens é barato e parece com o site de todo mundo. Fotografia própria custa mais e é, quase sempre, o que faz a diferença visível entre um site "de empresa séria" e um site genérico. Se você já tem fotos boas do seu produto, da sua equipe ou da sua fábrica, diga isso no primeiro contato: muda o orçamento e muda o resultado.

4. O que o site precisa fazer além de informar

Botão de WhatsApp e formulário de contato entram no básico. Agora: busca dentro do catálogo, área de downloads, cálculo de frete, integração com um sistema que você já usa, envio automático de proposta — cada um desses é uma peça de software, não uma seção de página.

5. Quantos idiomas

Cada idioma a mais não é "traduzir e pronto": é uma versão inteira do site para manter, revisar e indexar. Multiplica o texto, multiplica o trabalho técnico e multiplica a manutenção futura.

6. Prazo

Prazo apertado tem preço, e quem diz que não tem está mentindo ou vai entregar pior. Se você tem uma feira em quarenta dias, diga isso na primeira mensagem.

O custo anual que o orçamento esquece

O site não é uma compra única. Ele tem uma conta que volta todo ano, e ela é pequena — mas precisa estar no seu planejamento, porque é ela que mantém o site no ar.

Custos recorrentes de um site institucional, por ano.
Item Faixa anual Dá para não ter?
Domínio .com.br Cerca de RR$ nbsp;40 a RR$ nbsp;60 Não. É o endereço do site.
Hospedagem RR$ nbsp;200 a RR$ nbsp;1.200 Não. É onde o site mora.
Certificado SSL (o cadeado) RR$ nbsp;0 na maioria das hospedagens Não. Sem ele o navegador avisa que o site não é seguro.
E-mail com o seu domínio RR$ nbsp;0 a RR$ nbsp;400 por caixa Dá, mas atender clientes por Gmail pessoal custa credibilidade.
Manutenção e alterações Varia muito Depende de quanto o seu site muda.

Se você nunca lidou com isso, eu abri cada um desses itens em domínio e hospedagem, explicados sem enrolação — inclusive por que o domínio precisa estar registrado no CNPJ da sua empresa, e não no do fornecedor.

Três sinais de que o orçamento está barato demais

Preço baixo não é problema em si. O problema é preço baixo que esconde um custo que vai aparecer depois. Três sinais que eu aprendi a reconhecer:

  1. O domínio vai ficar no nome do fornecedor. Parece detalhe burocrático. Não é: no dia em que você quiser trocar de profissional, o endereço do seu site — e todo o histórico que ele construiu no Google — é refém.
  2. Não existe entrega de arquivos e acessos. Se ao fim do projeto você não recebe nada, você não comprou um site: alugou um. Enquanto pagar, ele existe.
  3. O prazo é curto demais para o escopo. Site institucional de verdade em três dias significa tema pronto com o seu logo por cima. O que é uma opção legítima — eu comparo as duas em site pronto ou sob medida — desde que esteja claro que é isso que você está comprando.
A pergunta certa não é "qual o mais barato". É "o que exatamente eu recebo, e o que acontece se eu quiser sair".

Como se preparar para pedir orçamento

Um orçamento bom depende de uma pergunta boa. Se você levar essas seis informações para a primeira conversa, recebe um número fechado em vez de um "vamos marcar uma reunião para entender":

  • O que a sua empresa faz, em duas frases, como você explicaria para um vizinho.
  • Quem você quer que entre em contato depois de ver o site.
  • Dois ou três sites de que você gosta — podem ser de outros ramos.
  • Se você já tem texto e fotos, ou se isso precisa ser feito.
  • Se já existe domínio e hospedagem, e em nome de quem estão.
  • Se existe uma data que não pode passar.

Essas seis respostas transformam "depende" em um número. É exatamente o que eu pergunto no briefing do site, e é o que permite fechar o valor antes de qualquer trabalho começar.

Resumindo

Para a maioria das empresas de serviço, comércio e indústria pequena no Brasil, um site institucional exclusivo, responsivo, com SEO técnico feito e publicado no ar fica entre R$ 2.500 e RR$ nbsp;8.000, mais algo entre RR$ nbsp;250 e RR$ nbsp;1.300 por ano para manter no ar. Abaixo disso, verifique o que está sendo cortado. Acima disso, verifique o que está sendo somado.

E o valor certo, no fim, é o que se paga com um cliente. Se um contrato seu vale RR$ nbsp;5.000, um site de RR$ nbsp;4.000 que traz dois por ano não é despesa.

Quer o número do seu caso?

Me conte o que a sua empresa faz e o que o site precisa ter. Eu respondo com o orçamento fechado, antes de qualquer trabalho começar.